sexta-feira, 16 de março de 2012

Sobrevivência na selva.


Existe uma selva por de trás dos cenários que se passam na nossa vida trivial.
Uma selva canibal que foge a olhares de bate e pronto, sem reflexão e sentimento.

O ódio que se faz passar por carisma, o aperto de mão que se faz passar por golpes de kung fu.
É a selva que se percebe nas entrelinhas e na clareza do dia.

Quem se dá conta plenamente dessa selva é apenas Deus (o olho que tudo vê) e o diabo (a boca maligna que de tudo maquina), porém alguns seres terrestres adquirem certa compreensão ao longo da vida, depois de vivenciar certas cenas de horror.

Para sobreviver a essa selva é preciso andar atento, fugindo das plantas venenosas e animais sanguessuga. Alguns agrados podem estar camuflados de armadilhas.

Manter sempre a atenção é primordial. Qualquer passo em falso, um provável arrependimento.
Para sobrevier a essa selva, exige-se no mínimo duas coisas: um mantimento chamado malícia e um frio na barriga chamado medo.

Aos que não tem o título de sortudos, que sejam pelo menos espertos. Selva é selva e está rodeada de seres irracionais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Roncos.


Tenho por objetivo diário, cumprir o protocolo.
Acordar alguns minutos antes da hora especificada no contrato de trabalho,
e mastigar a comida 45 vezes antes de colocá-la pra dentro.

Trabalhar, ver novela, malhar
tudo isso faz parte do combinado.
Eu sigo o traçado e ninguém me enxe o saco.

Dessa forma, contribuo com tudo e todos
Com o que a sociedade espera de mim,
com a economia
e com a minha zona de conforto.

Zona de conforto, zona de conforto... (roncos).
Nos finais de semana, é outra conversa
é quando eu já estou mais acordado.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

7 bilhões cantando, superpovoando e dançando conforme a música.

Danica nanica
Chegamos a marca de 7 bilhões de pessoas no mundo. Diz o Discovery, que se formos parar pra contar até 7 bilhões em voz alta, isso levaria cerca de 200 anos. A ONU (entidade composta de pessoas não cavalheiras, que insistem em não oferecer lugar permanente na cadeira do Conselho de Segurança pra brasileiro sentar) escolheu um bebê pra receber simbolicamente o título de 7ª bilionésimo filho do planeta terra (que está agora mais pra planeta gente).

O nome dele é Danica May Camacho (é fêmea). Danica nasceu nas Filipinas (isso fica na Ásia, ok gente?) pesando 2,5 kg. Já nasceu famosa, diante de um batalhão de jornalistas - cada um com um idioma mais bizarro que o outro. Pra mim, o fato de ser uma mulher comprova a tese de que as mulheres estão dominando o mundo (conspiração feminina, desconfio eu).

Este número de 7 bilhões na verdade não é bem para ser comemorado e eu digo por quê. Primeiro, é péssimo pra autoestima: agora você é UM entre 7 bilhões (Rá!). Pra você que é solteiro então (like me), agora são 7 bilhões de pessoas no mundo e NEHUMA é apaixonada por você. (RÁ!²). Pra você que é curinthia (vida loka), agora é uma piadinha cretina a mais pra ter que engolir: “7 bilhões de pessoas no mundo  e nenhuma delas viu o Corinthians ganhar uma Libertadores”. Hehe.

Motivos bons? Me veio a mente apenas um no momento, se os alienígenas invadirem, tamo junto!!

Eu fico imaginando é Deus no meio dessa história toda: quanta gente pra atender heim? Sem senha, sem paciência, sem fila indiana...  Enfim, bem-vinda a comediolândia, Danica nanica. Enjoy.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sinceridade, não só de faz de conta.



A “honestidade radical” vem ganhando espaço na ficção de um tempo pra cá. Séries, filmes e peças de teatro têm a abordado de uma maneira, no mínimo, interessante e inusitada. Levá-la pra vida real será que é uma boa ideia?!

Recentemente Jürgen Schmieder, um jornalista alemão, fez um experimento sobre o tema “mentira”. Ele tentou por 40 dias ser totalmente sincero, isso quer dizer, sinceridade absoluta: no casamento, na declaração de imposto de renda, com ele mesmo e até no pôquer.

Durante esses dias ele falava o que vinha na mente, sem freios na língua e sem aquele medo natural que todos nós temos de ofender. O objetivo, segundo ele, era comprovar um estudo de 1997 da Universidade da Califórnia do Sul (EUA), que afirma que o ser humano mente, em média, 200 vezes ao dia (pouca coisa, não?).

O resultado de tudo isso? Ele quase perdeu um tantinho considerável de amizades, acabou dormindo no sofá depois de chamar a esposa de gorda, apanhou porque denunciou a pulada de cerca de um amigo e recebeu alguns insultos. A experiência do alemão virou livro e atualmente ele já voltou a sua vida de mentirinhas casuais.

Schmieder estava praticando o que o personagem Eli Loker, da série Lie To Me (que eu sou fã pra caramba, falando nisso), chama de "honestidade radical”. Essa forma super sincera de levar a vida tem ganhado espaço na ficção de uns tempos pra cá. Filmes, séries e programas de TV tem abordado a sinceridade de uma forma, no mínimo, interessante. Entre alguns exemplos estão: o extinto quadro “Super Sincero” apresentado no Fantástico, os filmes “O Mentiroso” (com Jim Carrey – um clássico da Sessão da Tarde) e “A Invenção da Mentira”, que mostra como seriam as relações humanas em um mundo onde ninguém mentisse.

Não sei você, mas eu adoro acompanhar séries e filmes do gênero. Se a gente for parar para pensar, a sinceridade (mesmo que absoluta e exagerada) é algo que dá gosto de ver. Além do mais, é divertida.

A maioria das pessoas que nos pergunta “tudo joia?”, por exemplo, não dão a mínima para como nós estamos. Não que isso seja completamente ruim, afinal essas pessoas mostram educação e respeito quando fazem perguntas do tipo. O que eu quero dizer é que a partir do momento em que a gente passa a responder, com sinceridade, perguntas como essa, as pessoas se surpreendem. Elas não estão preparadas para respostas supersinceras num mundo cheio de hipocrisia e por isso, é tão divertido observar as suas reações. Isso explica o porquê dessas séries/filmes ser tão legais, a sinceridade garante a diversão.

Aí que surgi o maior questionamento, levar a sinceridade radical para a vida real como fizeram os personagens desses filmes e como fez o jornalista alemão será que é uma boa ideia?! Eu SINCERAMENTE acho que vale a tentativa. Mentir é uma coisa que tanto a religião quanto a sociedade condenam. As pessoas esperam sinceridade uma das outras. Os filhos com os pais, as esposas com os maridos, o patrão com os funcionários, todos esperam ouvir a verdade, nem que ela doa pra burro, em certos momentos.

Bora começar agora? O que você achou desse post? E desse blog? E daquele presente que eu te dei de aniversário?! Eu quero a sinceridade!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Na falta de heróis, sobra-se coadjuvantes.


Um Alerta.
Ter heróis sempre foi e sempre será uma carência de todo ser humano. Exemplos a serem seguidos são na realidade valores e princípios a serem plagiados. Passamos boa parte da vida em busca de heróis, quando não os encontramos, fazemos a troca (mesmo que inconsciente) por substitutos baratos. Foram-se os tempos em que o cristianismo tinha heróis de verdade. Paulo de Tarso, Martinho Lutero, Francisco de Assis e Madre Teresa de Calcutá podem ser classificados como heróis da fé, que por sua vez, até hoje são inspiração pra muita gente. Quem seriam os heróis da fé da atualidade? Seriam eles os tele-evangelistas, os pregadores da teologia da prosperidade ou aquele gospelstar da MK?
Penso que não existe nos dias de hoje, cristãos com autoridade suficiente  e envergadura moral (salve Paulo Bonfá) para dizerem as palavras que Paulo pronunciava: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.” Se falam presunção, engano e arrogância estão nas entrelinhas. O bom desenvolvimento da fé às vezes carece de heróis, na falta deles, cuidado com os coadjuvantes.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Prostituição dos Festivais.

Mais um caso de prostituição no Brasil, dessa vez a dos festivais de música. Antigamente, cada tribo tinha suas próprias roupas, suas próprias gírias e seus próprios festivais. Hoje, cada tribo continua tendo suas singularidades, exceto a dos festivais, que se tornaram mais democráticos, logo, mais promíscuos.

Essa mistura toda de gêneros musicais que nada tem haver entre si estão predestinando vários festivais de todo o Brasil ao fracasso, não do ponto de vista comercial, pois eventos assim sempre lotam as casas de shows e os empresários capitalistas, e sem alma, sempre faturam uma nota preta, mas do ponto de vista da qualidade dos festivais; eles acabam perdendo a identidade e se transformando em um encontro de tribos forçado, o que nem sempre termina bem.

Um exemplo recente foi o do projeto mal sucedido de gogo boy Latino que foi colocado para fechar o show de nada menos que uma das maiores, e mais agressivas, bandas de rock do brazuca; Raimundos. Resultado: quase morreu no palco, levou um bombardeio de garrafadas atiradas por pessoas que odeiam o seu apê.

Outro exemplo quase surreal que eu mal acreditei quando vi, aconteceu em uma edição de um certo festival em Uberlândia onde colocaram Mallu Magalhães para cantar instantes antes do Ratos de Porão - banda do João Gordo (a nível internacional, seria o mesmo que colocar a Shakira para abrir o show do Metallica). Coisas assim, não a eclético que suporte!

domingo, 1 de maio de 2011

Um livro que jamais deveria ter sido escrito.



Quem deveria ajudar na cura está abrindo as feridas”, esta á frase da contracapa do último livro que li “Feridos em Nome de Deus”, da editora Mundo Cristão. O livro, escrito pela jornalista Marília de Camargo César e baseado em dolorosos e traumatizantes fatos reais, conta histórias de cristãos machucados emocionalmente por terem tido sua fé abalada pelo convívio com líderes abusivos, que passaram dos limites em seu relacionamento com seus liderados.
Além de expor experiências verídicas de abuso espiritual, a jornalista relata os danos que esse tipo de assédio acarreta na vida de um cristão (o que não são poucos). O livro também meio que explica porque pessoas com uma boa formação intelectual e cultural se deixam escravizar por pastores manipuladores, entregando assim o controle total de suas vidas; tanto emocional, quanto profissional, financeira e por aí vai.
O abuso espiritual é algo que está se espalhando rapidamente pela comunidade dita evangélica no nosso país. O crescimento numérico da denominação tem gerado uma demanda muito alta de líderes, o que faz com que pessoas sem uma boa formação bíblica, ética e moral assumam funções pastorais.
A leitura desse livro é recomendada a todos que anseiam por um cristianismo saudável e libertador. Ah, e quer uma dica? Sugira este livro para seu líder espiritual (caso tenha um) e observe a reação.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Novo ano x Velhos hábitos.


Que nós vivemos em mundo em constante evolução, ninguém duvida. A tecnologia, nunca esteve tão avançada, as invenções nunca foram tão constantes e a ciência, está cada vez mais assertiva. Mas, e o ser humano? Nós temos evoluído nessa mesma velocidade e proporção? Olhando para alguns colegas, conhecidos e para mim mesmo (autocrítica, meus caros), eu consigo enxergar grandes progressos, mas ainda é frequente a identificação de alguns erros do passado que a gente insiste em cometer. Entra ano sai ano, cai cabelos ou cresce novos brancos e tudo continua ali, na mesma. Não por falta de planejamento, pois grande parte das pessoas mencionadas (isso inclui a mim) fazem as tradicionais promessas da “próxima segunda-feira”, de que irão mudar isso ou aquilo, e sempre escrevem os seus alvos anualmente nos dias que antecedem o Reveillon. O que falta - fica o questionamento? O que nos leva cometer os mesmos erros e a chegar em mais um final de ano e notarmos que não cumprimos parte significativa dos nossos objetivos? Considerando que planejar já é meio caminho andado para o progresso, podemos dizer que estamos no caminho certo. Como dizia John L. Beckley, "A maioria das pessoas não planeja fracassar, fracassa por não planejar" (um ponto a mais para nós). Mas ainda assim fica a dúvida: onde estamos errando? A resposta mais óbvia para essa pergunta é sem dúvida a seguinte: Falta ação! Somos bons em criar palavras bonitas e promessas bem feitas, mas somos um desastre em colocá-las em prática. Adoramos assistir filmes que contém muita ação e adrenalina, por contrastar com nosso eu. Isso tem que mudar! Vamos trocar o clichê cinematográfico “Luzes, câmera e ação” para “Fogos de Artifício, virada de ano e ação de verdade”. Abraços e um 2011 “porrada” para todos.

sábado, 14 de agosto de 2010

A Felicidade x A Propaganda Enganosa.

As aparências enganam
Os sorrisos confundem
As palavras não dizem
E a gente se perde.
Qual o seu real estado de espírito?
Faz bem dizer a verdade
Nem que a verdade seja uma tristeza.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Diligência Desnecessária.


Cuidado, com o que vai pensar aquela pessoa desconhecida, que ficou te olhando de cara feia na rua, quando você falava sozinho. Preocupe-se em impressionar, aquela garota popular, que você sempre quis sair, mas que nunca te deu bola. Cuidado, para não desapontar a vendedora da loja, que foi tão gentil com você, insistindo para você experimentar vinte e cinco diferentes tipos de roupa, mesmo você falando chega, chega!
Cuidado, bastante cuidado, com o que todos pensam e falam, a opinião pública é essencial para sua vida, a não ser que você comece a ser de fato você e caia na real.
Abraços, do descuidado: Marcelo.